Marco Milazzo & Associados

 

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Burj Dubai – Skidmore, Owings & Merrill

Saturday, January 9th, 2010
Burj Dubai - Skidmore, Owings & Merrill

Burj Dubai - Skidmore, Owings & Merrill

05-01-2010 – Milagre da engenharia: em Dubai mais de 800 metros de aço, vidro e concreto – visível a 95 quilômetros de distância – vencedor do Guinness Book of Records. Abriu oficialmente ontem à noite, no dia do quarto aniversário da ascensão ao trono do Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o Burj Dubai ultrapassa o Taipei 101 em Taiwan ( 508m de altura), tornando-o mais alto arranha-céus no mundo.  Assinado pelos arquitetos do estudo em Chicago SOM – Skidmore, Owings & Merrill LLP e promovido pela imobiliária gigante Emaar, o projeto sobreviveu a recente explosão financeira e imobiliária que teve seu epicentro na capital dos EAU. Uma noite de grande festa, comemorada com fogos de artifício espectaculares e projeções a laser, assistida por mais de 2 milhões de telespectadores.

A torre do Deserto possui informações impressionantes: 160 pavimentos, e 828 metros de altura, com uma área de 334 mil metros quadrados e 58 elevadores que viajam a uma velocidade de 10 metros por segundo. Lá dentro, se encontram espaços para escritórios, centros comerciais e apartamentos de luxo e o primeiro Hotel Armani do mundo (do 37 ao 45 andar), com 160 quartos e 3 mil metros quadrados de espaços para conferências e eventos. O Hotel Armani vai abrir oficialmente 18 de março do próximo ano. Um deck de observação no pavimento 124 é um dos maiores já alcançados, oferece uma vista espectacular de Dubai em 360 graus.
O projecto ambicioso – que trabalharam mais de 380 engenheiros – foi construída em cinco anos e envolveu uma despesa de mais de 4 bilhões de dólares. Foram utilizados cerca de 45 mil metros cúbicos de concreto, 330 mil toneladas de cimento e 314 mil toneladas de aço.
A concepção estrutural em formato de favo de mel com muitos elementos similares aos reforços de estruturas de aeronaves, foi feita com 430 mil metros quadrados de alvenarias, o que representa uma área duas vezes maior que dos pisos.

Claramente inspirado por uma geometria Islâmica, o Burj Dubai lembra uma flor do deserto, típica da região. A torre é composta de três elementos em vidro e concreto que se desenvolvem em torno de um núcleo central, subindo ao céu em etapas. Um contratempo em cada elemento dinamiza o corpo do edifício, uma vez que continua a sua ascensão no horizonte. Chegando ao fim, o coração da torre aparece como galhos de árvore.

O Burj Dubai foi projetado propositalmente com planta baixa em forma de  “Y” para reduzir as forças do vento sobre a torre, bem como manter a estrutura simples e fomentar a construtibilidade. O sistema estrutural pode ser descrito como um centro de apoio, onde cada asa, com seu próprio núcleo de concreto de alto desempenho e suas colunas de perímetro, reforça os outros pilares através de um dos seis lados do núcleo central. O resultado é uma torre que é extremamente forte à torção. SOM utilizou uma geometria rigorosa à torre, que alinha o núcleo central comum e as colunas para formar o edifício.

Design Sustentável
O Burj Dubai é a peça central de uma grande escala de desenvolvimento de usos mistos, composto de edifícios residenciais, comerciais, hotelaria, entretenimento, lojas e estabelecimentos de lazer, com amplos espaços verdes, recursos hídricos, alamedas de pedestres, um centro comercial e uma cidade turística.

O projeto para a torre combina influências históricas e culturais, com tecnologia de ponta para conseguir um edifício de alto desempenho que irá definir o novo padrão de desenvolvimento no Oriente Médio e se tornar o modelo para o futuro do Dubai.

Ao projetar o Burj Dubai, a equipe de design olhou para o céu para elementos sustentáveis. No clima extremamente quente e úmido de Dubai, a temperatura entre o solo (46,1 º C ou 115 º F) e o topo do edifício (38 º C ou 100 º F) pode variar em até 8 º C (ou 15 º F). Os dados de satélite foram usados para prever a queda de umidade com a altitude (até 30% de redução na umidade entre a parte superior e inferior do prédio), e a análise foi realizada para estudar a redução da densidade do ar acima do edifício (até 10%).

O Burj Dubai também tem um dos maiores sistemas de recuperação de água condensada do mundo, aproveitando até quatorze piscinas olímpicas de tamanho de água por ano, e uma das maiores pressões de água refrigerada já usada em um edifício para maximizar a eficiência. A torre é um dos primeiros a utilizar o controle de efeito ativo em um prédio super alto para minimizar a perda de energia.

Zaha Hadid Cairo Expo City

Saturday, June 27th, 2009

Artigo postado em 10 junho 2009 no site www.bustler.net

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Cairo Expo City - Zaha Hadid

Em Outubro deste ano, Zaha Hadid Architects  irá começar a trabalhar em conjunto com Buro Happold, uma consultora de engenharia internacional, no local da Cairo Expo City. A aprovação foi obtida depois de ter sido apresentado o design ao Dr Ahmed Nazif, primeiro-ministro do Egito.

O projeto foi vencedor do concurso para um conjunto único de edificações para o Cairo – 450.000 metros quadrados, o estado da arte para exposições e conferências da cidade, localizado entre o centro do Cairo e da cidade aeroportuária.

O projeto inclui um grande centro internacional de exposições, conferências de negócios e hoteleiro. Uma outra torre de escritórios e um centro comercial também foram propostos.

“Este é realmente um projeto nacional para o Egito.” Disse Sherif Salem, CEO da GOIEF (Organização Geral de Exposições e Feiras Internacionais). “As áreas destinadas à exposições atuais no Cairo, não cumprem as normas exigidas internacionalmente. Com este projeto desenvolvido por Zaha Hadid Architects, o Cairo estará entre as principais cidades do mundo para conferências e feiras, apta para atender a mais ampla variedade de eventos.”

As formas fluidas ondulantes do Cairo Expo City foram inspiradas pela topografia natural do vale do Nilo explicou Zaha Hadid.

“Da mesma forma que os espaços de exposição exigem grande grau de flexibilidade, quisemos garantir que todos os espaços públicos e a composição formal do Cairo Expo City se relacionasse com a paisagem circundante do Egito.” Disse Hadid. “Ao longo dos grandes rios da região, mais particularmente do Nilo, há uma poderosa dinâmica – um fluxo constante entre a água e a terra – que se estende incorporando os edifícios vizinhos e as paisagens. Para a composição do Cairo Expo City, nós trabalhamos para capturar a continuidade e a fluidez no contexto arquitetônico urbano.”

Foram utilizados processos escultórios para dividir as áreas de exposição e conferências do Cairo Expo City em “clusters”, onde cada um dos edifícios têm a sua própria composição formal, mas cada prédio respeita à concepção global. A principal artéria norte-sul é dividida em braços secundário convergentes no centro para aliviar o tráfego de pessoas durante os eventos.

Imagens: 0102030405

Bangkok Hotel – Amanda Levete Architects

Wednesday, April 1st, 2009
Amanda Levete Architects - Bangkok Hotel

Amanda Levete Architects - Bangkok Hotel

O escritório de arquitetura Amanda Levete Architects está desenvolvendo o projeto para o complexo comercial e hoteleiro em Bangkok, Tailândia. O projeto irá ocupar os jardins da Embaixada Britânica no Parque Nai Lert, e consiste em um embassamento de lojas com 7 pavimentos, e uma hotel 6 estrelas com 30 andares. As obras iniciarão em 2010 e terminarão em 2013.

O design do projeto procura integrar o embassamento e a torre em uma única volumetria contínua retorcida. A forma cria dois vãos centrais e ao mesmo tempo protege e expõe uma série de pátios e coberturas verdes do hotel. Os espaços internos são rasgados para revelar terraços escalonados e jardins verticais.

Extraido dos “Motifs” e nos desenhos padrões encontrados na arquitetura tradicional Tailandesa, as fachadas do edifício são compostas por peças cerâmicas tridimensionais. As mundaças de cor, rotação e espaçamento entre as peças cria uma gráfica variável. – www.amandalevetearchitects.com